domingo, 29 de novembro de 2015

Plac 3 - Organzar, Realizar e Avaliar

Universidade Federal de Santa Catarina

Especialização em Educação na Cultura Digital

E.E.F. Isaura Gouvêa Gevaerd

Cursistas: Fernando Luís Merízio

Gladis da Silva Vale dos Santos
Alizeti Vanelli Zirke
Jacqueline Gomes Santa Brigida
Marilusa Dalagnoli





Ação 1 - O que será Realizado?

Fernando Luís Merízio
Gladis da Silva Vale dos Santos

No decorrer do curso aprendemos novos conceitos que oportunizaram boas reflexões sobre a Cultura Digital e a Educação. Vimos que aprender na cultura digital é ir além de usar a internet para pesquisas, utilizar vídeos e imagens para demonstração;  é experimentar uma aprendizagem não linear através de vários tipos de linguagem que se apresentam; é ter acesso a esta infinidade de informações e saber selecionar e analisar criticamente; é  estudar em grupo, colaborar, debater e produzir conteúdo; é aprender/ensinar em rede.
Iniciamos as nossas discussões para a elaboração do plano de formação considerando  a realidade da escola diante dessas reflexões. Fizemos um levantamento da atual situação por meio de observação e realização de pesquisa para qual utilizamos questionário com os professores e entrevista com membro da equipe gestora.
Algumas questões foram surgindo: o que é possível propor com as tecnologias que temos disponíveis na escola? De que forma os professores poderão participar dos momentos de formação?
Esse foi o nosso ponto de partida para elaborar o plano de formação dos professores.
Consideramos a atual situação das tecnologias digitais na escola, com poucos equipamentos disponíveis, internet de baixa conexão e muitas vezes falha, práticas e abordagens pedagógicas isoladas envolvendo as TDIC, a impossibilidade de promover a formação em horário de trabalho dos professores.
Preparamos, então, uma proposta de uma formação semipresencial  intitulada “Cultura Digital na Escola - Reflexões e Práticas”  destinada a professores e gestores escolares que se questionam e refletem sobre uma prática educacional mediada pelas tecnologias educacionais diante do cenário atual da Cultura Digital, com a qual a escola precisa avançar em seus diálogos.
Infelizmente as condições não foram favoráveis para a continuidade desse plano de formação pois não obtivemos aprovação junto a coordenação.
Diante dessa situação surgiu uma nova oportunidade. A leitura e discussão de um artigo sobre a biblioteca como espaço maker proporcionou ao grupo de cursistas da E.E.F. Profª Isaura Gouvêa Geveard um diálogo sobre como seria possível pensar a biblioteca numa perspetiva da cultura digital.
Consideramos a possibilidade de fazer da biblioteca uma experiência de divulgação de propostas pedagógicas em uma cultura digital na escola pois é um espaço comum a todos os alunos e professores,  que terão a oportunidade de vivenciar experiências com o uso das tecnologias digitais e compartilhar com toda as turmas.

Dessa forma, mostraremos que as mídias podem e devem ser utilizadas não somente na sala informatizada. Ela pode desempenhar um papel de conscientização das possibilidades de interação e principalmente de autoria, diante de propostas pedagógicas inovadoras que incentivem os letramentos digitais requeridos para os espaços dentro da cultura digital e principalmente a autoria dos alunos dentro de um espaço em que normalmente a autoria é de terceiros


AÇÃO 1 - O QUE SERÁ REALIZADO?


Alizeti Vanelli Zirke

          Com o Curso de Especialização na Cultura Digital, pensou-se em fazer várias atividades com as multimídias. Na E.E.F. Profª Isaura Gouvêa Geveard iniciou um diálogo sobre como seria possível pensar a biblioteca numa perspectiva da cultura digital. A partir dessas reflexões e propostas de intervenção que emergem do Curso de Especialização em Educação na Cultura Digital, do retrato da escola, e da sensibilização promovida por meio da leitura e discussão de um artigo sobre a biblioteca como espaço maker.
A biblioteca escolar ainda é um espaço que frequentemente abriga as mídias tradicionais de ensino e aprendizagem, deixando sob a responsabilidade das salas informatizadas todas as demais atividades envolvendo as tecnologias e suas mídias. Sem julgamento de valor sobre as ações pertinentes de cada espaço, queremos propor pensar e discutir se não é possível caber nas estantes dos livros da biblioteca escolar, outras mídias. Será possível, inserir novas mídias de interação no espaço da biblioteca escolar? Num espaço aonde a autoria bibliográfica geralmente vem de terceiros, e distantes da escola, será possível pensar em autoria de professores e estudantes? São essas algumas questões que esse projeto de intervenção pretende investigar, e se possível, propor um diálogo para repensar o espaço da biblioteca e da sala informatizada, e assim, pensar nos letramentos digitais requeridos para espaços dentro da cultura digital. Como a biblioteca não é informatizada, começamos pela lousa digital, por ser uma ferramenta desconhecida, pelos professores e pelos alunos e que poderá ser trabalhada de forma continuada, através de jogos e outras atividades.

Quando se pensou em informatizar a biblioteca, pensamos também em envolver vários professores, não diria todos mais uma boa parte, mas isso não foi possível por ter a lousa digital pouco tempo em nossa escola, pois o SEME só nos emprestou por 30 dias.





Jacqueline


Mariluza



Ação 2: planejar como será realizado.

Fernando Luís Merízio
Gladis da Silva Vale dos Santos


O plano de formação elaborado pela equipe dos cursistas participantes da especialização está organizado no que intitulamos de dois momentos. Considerando a participação dos cursistas em diferentes núcleos específicos e criamos uma estratégia que oportunize cada um de nós, de modo que juntos possamos fazer intervenções na escola dentro de sua área mas que, de alguma maneira, tivéssemos a participação do maior número de turmas e que essas práticas pedagógicas pudessem ser compartilhadas com outros professores.
São esses os momentos:
Momento de formação de professores para as mídias digitais na perspectiva de novas atividades para a biblioteca escolar.
Essa primeira parte está sendo elaborada  e aplicada pelos cursistas do NE Formação de professores. O objetivo é sugerir e analisar projetos que promovam a autoria, a interatividade,  por meio de narrativas digitais As atividades que compreendem essa primeira fase são de análise das possibilidades de projetos que possam ser transformados em narrativas digitais e/ou que possam apresentar novas formas de interatividade e mediação entre os temas estudados e os estudantes. Essa fase também prevê a formação de professores para a autoria em mídias digitais e está voltada para a professora da biblioteca e para os demais professores que tenham interesse em desenvolver essas atividades.
Para esse momento, dividimos as atividades em três tópicos:
Tópico I - Capacitação Lousa Digital
Esse tópico tem como objetivo oportunizar a familiarização com a lousa digital através da apresentação de conceito, funcionamento e a operação adequada afim de promover sua utilização como instrumento tecnológico interativo, considerando possibilidades de elaboração de atividades pedagógicas que integrem estes recursos tecnológicos e crie situações que facilitem o processo de ensino e aprendizagem.
Tópico II - Narrativas Digitais Interativas
Apresentar e discutir propostas pedagógicas que, a exemplo do “Livro Jogo”, aplicado em momentos anteriores, possibilitem aos alunos construirem as suas próprias narrativas, recorrendo as mídias digitais.
Tópico III - Palestra “Cultura Digital na Escola”
Apresentar aos professores conceitos e abrangências que envolvem a cultura digital, considerando a possibilidade de conectividade que elas proporcionam e a compreensão da convergências das mídias através do uso das tecnologias; discutir as possibilidades que  que a escola pode proporcionar de modo a promover uma aprendizagem colaborativa, em que o aluno possa desenvolver com criatividade e autonomia seu aprendizado.
Momento de aplicação com os estudantes, por parte dos professores participantes da formação, dessas novas possibilidades.
Esse segundo momento ocorre com  a aplicação direta com alunos em  propostas pedagógicas que envolvem as professoras participantes dos outros núcleos específicos.






AÇÃO 2: PLANEJAR COMO SERÁ REALIZADO


Alizeti Vanelli Zirke
O projeto “A biblioteca escolar na cultura digital: Novos espaços para novos letramentos, narrativas digitais, interações e autoria” está dividido em dois momentos!               
A)Primeiro momento  aprender a manusear a lousa digital; curso com Gladis e Fernando
 B) Segundo momento aplicação com os estudantes dessas novas possibilidades.

As atividades serão desenvolvidas pelas professoras: Alizeti, Jacqueline e Marilusa.

Oportunizar a familiarização com a lousa digital através da apresentação de conceito, funcionamento e a operação adequada a fim de promover sua utilização como instrumento tecnológico interativo, considerando possibilidades de elaboração de atividades pedagógicas que integrem estes recursos tecnológicos e crie situações que facilitem o processo de ensino e aprendizagem. Será também para que os alunos conheçam essa ferramenta e analisem as possibilidades de projetos que possam ser transformados em narrativas digitais e/ou que possam apresentar novas formas de interatividade e mediação entre os temas estudados e os estudantes. Incentivar possibilidades didático-pedagógicas efetuada com a lousa digital!

       Informações gerais do projeto:
         Carga horária: 45 min semanal por turma
          Período: de 01/11/2015 a 30/11/2015
Modalidade: Presencial
Número de turmas: 23 turma
Número máximo de participantes: 435 alunos
Modalidades: Educação Infantil/Ensino Fundamental I/ Ensino Fundamental II
Turmas: Ed. Infantil- I/II, Ed. Infantil III A/B, Pré A/B, 1º A/B; 2° A/B; 3° A/B; 4°; 5° A/B, 6° A/B, 7º A/B, 8° A/B, 9° A/B.

Jacqueline



Mariluza



Ação 3:  avaliar o que foi conhecido.

Fernando Luís Merízio
Gladis da Silva Vale dos Santos

Até esse momento, aplicamos em nosso NE - Formação de Professores o primeiro tópico, referente a lousa digital e contamos com a participação da equipe de professoras do curso de  especialização e da bibliotecária.
Consideramos como principal enfoque no nosso plano de formação o desenvolvimento de competências dos professores para o uso consciente, crítico e reflexivo das ferramentas tecnológicas no processo de construção do conhecimento.
No entanto, ao apresentarmos a lousa digital como uma opção de interface tecnológica facilitadora no processo de ensinar e aprender, além de relacionarmos com a lousa comum, tão presente em nossa sala de aula, apresentando o potencial da lousa digital em relação ao recurso do quadro já incorporado em nossa prática pedagógica, percebemos a necessidade de  iniciar a instrumentalização para que os professores se sintam seguros no manuseio dessa ferramenta.
Nessa oficina, demonstramos os componentes básicos da lousa, identificando e operando as interfaces gráficas e os principais dispositivos de entrada e saída e demonstramos os procedimentos preventivos com instruções de segurança para a instalação e o manuseio da lousa digital.
Foi um momento de apropriação da tecnologia por parte dos professores, em que o medo de usar foi logo substituído pelo entusiasmo e, a cada momento, surgiram novas ideias de uso para as atividades com seus alunos.
Apresentamos também algumas possibilidades e discutimos principalmente as abordagens pedagógicas baseadas na autoria dos alunos em que a lousa desempenhará um papel de grande importância.





AÇÃO 3:  AVALIAR O QUE FOI CONHECIDO.


  Alizeti Vanelli Zirke

 Foi oportunizado aos alunos de diversas idades em torno de um tema comum, favorecendo a troca de ideias entre si fortalecendo a argumentação e a criticidade, percebendo que é uma ideia nova e que poderá ser implantada na biblioteca como efetiva, para que diversos professores possam usufruir mais uma ferramenta pedagógica! Estimulando a participação dos alunos nos eventos e atividades promovidas pela biblioteca escolar e projetos a serem desenvolvidos pelos professores!

















Jacqueline



Mariluza


Apresentação Oficina - Lousa Digital






“Ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua própria produção ou a sua construção.”
Paulo Freire