quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016



Mídias Digitais na Escola:
Ensinar e Aprender com Podcasts
[Projeto de intervenção na escola]
2016 - I




Nós cursistas da E. E. F. Profª Isaura Gouvêa Gevaerd, desde o início desta especialização, fomos levados a refletir sobre como construir uma prática em sala de aula  que fosse capaz de levar o aluno a aprender a aprender/estudar com as tecnologias de comunicação digital permeando esses estudos, contudo tal busca exigiu de nós mais reflexões pois não estávamos de fato encontrando de maneia fácil, um meio pelo qual nós professores pudéssemos realmente transformar nossa forma de agir, nossa maneira de interagir com os alunos sem suporte tecnológico suficiente em nossa escola.
Durante o curso, fizemos o retrato da escola e refletimos sobre aspectos conceituais, ressignificando o nosso olhar sobre a sua realidade na cultura digital. Diante da realidade diagnosticada, várias atividades que envolviam uso de TDIC foram sendo aplicadas aos alunos e cada professor fazia suas reflexões sobre os resultados obtidos, mas sempre nos víamos diante de atividades focadas em uma disciplina/assunto ou turma. Com o PLAC 3, nossa preocupação se voltou para não mais uma atividade e sim em construir de fato um plano de ação que fosse capaz de sensibilizar a escola para uma nova forma de ensinar, integrando as diversas mídias aos conteúdos curriculares.  


Justificativa


Em nossa caminhada durante o curso, encontramos desafios, muitos deles superados; outros, infelizmente ainda nos impedem de avançar um pouco mais. Considerando que a escola não possui uma estrutura física com parque tecnológico adequado, pois faltam equipamentos em bom estado disponíveis para professores e alunos, além da internet ser precária, buscamos, assim como no projeto “A biblioteca escolar na cultura digital” desenvolvido anteriormente, apresentar uma alternativa que realmente fosse possível dentro dessas condições. O objetivo é, mais uma vez,  sensibilizar e conscientizar os professores de que é possível  criar propostas pedagógicas que envolvam e incentivem os alunos a interação e autoria, utilizando as mídias da cultura digital até mesmo fora da sala de aula informatizada com tecnologias de fácil acesso.
Nesse contexto, o podcast é uma recurso tecnológico e muito presente na web que pode ser usado nas duas vias educacionais: a do professor, na preparação de material de apoio para as suas aulas; e do aluno, possibilitando o seu envolvimento na produção de conteúdo. Além disso, não requer equipamentos sofisticados e o processo de gravação, edição e publicação é relativamente simples. Vale também ressaltar que estamos utilizando para o projeto o termo “podcast”, mas ele se amplia à gravação e produção de áudios para os mais diversos fins, não necessariamente sendo aplicado das maneiras mais tradicionais que se encontram na internet.
Diante das possibilidades desta tecnologia no âmbito educacional, percebemos que o podcast pode trazer grandes benefícios, fazendo com que alunos possam aprender independente do tempo e do espaço, além de publicar materiais de sua própria autoria para que seja compartilhada com os demais alunos; outro fator importante desta ferramenta é a metodologia ensino/aprendizagem motivadora  ao aluno, onde este tem o papel ativo na construção do saber, deixando de ser um mero receptor de informações para torna-se um autor/produtor de conhecimento.


Objetivo Geral:


    Oportunizar aos professores e  alunos da Escola de Ensino Fundamental Professora Isaura Gouvêa Gevaerd,  da Educação Infantil, Anos Iniciais e Anos Finais, momentos de novas experiências e possibilidades no uso das mídias digitais,  especificamente no uso do podcast, envolvendo os conteúdos curriculares que estão inseridos nas Diretrizes Curriculares e no PPP da escola como propostas de um trabalho mais rico e dinâmico que busca uma visão reflexiva da realidade vivenciada para  contribuir com a contextualização e socialização dos temas abordados.


Objetivos específicos:


  • Dialogar sobre a temática da Cultura Digital na escola, pensando o aluno enquanto ouvinte e produtor de podcast;
  • Problematizar as possibilidades de atividades que envolvam a produção de podcast  aos professores e alunos a fim de que percebam como as aulas podem ser mais dinâmicas e flexíveis com a utilização dessa tecnologia;
  • Apresentar a produção e publicação de áudio como um recurso  que possibilita  contribuir para os processos de letramento na cultura digital e criação de conteúdos em autoria digital;
  • Incentivar professores e estudantes para a autoria produzindo conteúdos em áudio e compartilhando os mesmos com a comunidade escolar.


Metodologia:


A) Momento de formação de professores para o uso do podcast como possibilidade de ensinar e aprender na escola.


Capacitação: Oficina de podcast para professores


Objetivo Geral


Apresentar aos professores o podcast como ferramenta pedagógica capaz de potencializar o  processo de ensinar e aprender e principalmente fomentar o gosto pela criação de conteúdos digitais por parte dos alunos envolvidos.


Objetivos específicos
  • Promover discussões teóricas sobre as contribuições do podcast no processo de ensino e aprendizagem:
  • Apresentar o conceito, edição e conversão  de podcast;
  • Elaborar um podcast desde a criação do roteiro até a finalização do áudio.


Conteúdo Programático
  • Apresentação do conceito de podcast
  • Demonstração e discussão sobre as possibilidades pedagógicas
  • Exemplos de podcast na Web
  • Elaboração de um  podcast  para utilização pedagógica:
    • Levantamento dos equipamentos necessários e software necessário
    • Criação do roteiro
    • Gravação e edição do áudio
    • publicação na Web.

Informações gerais:

Carga horária: 2h/30min
Modalidade: Presencial
Número de turmas: 1 turma
Número máximo de participantes: 20
Cronograma:
Data: 10/03
Período: noturno (das 18h às 20h30min)
Local: NTM ou Escola

B) Momento de aplicação com os estudantes dessas novas possibilidades.


Os professores desenvolverão projetos a partir das possibilidades apresentadas na oficina, e terão como suporte a equipe de cursistas da escola.
Será sugerido aos professores que pensem pontualmente sobre alguma atividade, ou projeto que possa ser enriquecido por meio dessas ferramentas digitais, e a partir dessas escolhas se poderão fazer as adequações às necessidades de orientação, ou a oferta de outras formações.

O resultados das atividades poderão ser compartilhados no blog da escola.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA
ESPECIALIZAÇÃO NA CULTURA DIGITAL.
E. E. F. PROFª ISAURA GOUVÊA GEVAERD
ALUNA: JACQUELINE GOMES SANTA BRIGIDA
PLAC 3: FAZER E COMPREENDER O COLETIVO DA ESCOLA
ATIVIDADE 2

Trajetória:
Ainda lembro-me da minha coordenadora indo até a minha sala de aula para avisar que o prazo d inscrição em um curso de especialização estava encerrando e precisava confirmar o meu nome. Era uma especialização diferente, feita em grupo por professores da escola.
- Confirma, então!
Nosso grupo seguiu viagem para Florianópolis para a nossa aula presencial e lá vivemos uma experiência incrível. As trocas de conhecimentos sobre tecnologias já davam pista de como seria prazeroso nosso trabalho em equipe, mas que seria um desafio trabalhar tecnologia da educação em nossa escola devido a diversas dificuldades que identificamos já no primeiro momento.
Figura 1 atividade realizada no encontro presencial.

Figura 2 Brainstorming.

O curso nos proporcionou um olhar mais atento para a nossa escola, o que foi muito valioso, pois pudemos descobri-la melhor e entender quais suas dificuldades e quais as possibilidades reais de trabalho. Descobrimos que nossos alunos já sabiam muito sobre cultura digital e até aprendemos bastante com eles.
Nosso maior obstáculo foi realizar atividades com uma internet ruim e com um laboratório de informática com poucos computadores, mas em equipe pensamos em atividades que envolvesse tecnologia off-line e também fossemos atrás de outros laboratórios, como foi o caso de uma atividade na qual os alunos foram ao laboratório de informática da prefeitura para dar continuidade a atividade sobre Livro-jogo que desenvolvemos nas aulas de língua portuguesa.
                                          Figura 3 Aula no CEMID sobre o Livro-Jogo


O compartilhamento das atividades dos colegas de outras escolas nos enriquecia a cada troca, haja vista ser a ponte entre a nossa realidade e a realidade das outras escolas, bem como o alento nas horas de profundas dúvidas pois ficávamos cientes que as dificuldades que encontrávamos não existiam somente em nossa escola, mas também já havia sido motivo de preocupação de outros grupos os quais trocavam experiências sobre quais melhores soluções.
A cada atividade, um encontro com o grupo. A cada encontro, um novo aprendizado!
Tínhamos em mente, depois de passados por inúmeras etapas, estudos, reflexões, práticas e discussões, que precisávamos não só pensar em algumas atividades para a nossa escola, mas que precisávamos ter uma escola que funcionasse também na cultura digital. Foi daí que nasceu a ideia de termos uma biblioteca escolar na cultura digital. Nossa intenção não foi a de revolucionar a nossa escola, mas partir de um espaço já existente, já frequentado, já conhecido e a partir dali todos pudessem trocar conhecimentos e participar do processo ensino-aprendizado inseridos na cultura digital.
Criamos nosso projeto e  Gladis e Fernando, dois amigos cursistas,  construíram um plano de formação afim de aprimorar nossos conhecimentos e sobre como poderíamos melhor aproveitar o espaço da biblioteca. Nossos dois colegas nos proporcionaram uma maravilhosa oficina sobre lousa digital em nossa própria biblioteca.
                                                   Figura 4 -  oficina sobre lousa digital.

                                                  Figura 5 - oficina sobre lousa digital

Após a oficina, nós passamos os últimos meses de 2015 experimentando uma biblioteca cheia de alunos interessados nas atividades ali desenvolvidas. Foi satisfatório ver as crianças descobrindo a lousa digital, escutando e interagindo com as histórias contadas com o auxílio do tablet e sendo sujeitos protagonistas na construção de conhecimentos significativos.

Nosso curso ainda não acabou, mas o que experimentamos até aqui foi suficiente para saber que precisamos ir além, que precisamos transformar nossas escolas para que elas acompanhem a realidade social que o nosso tempo exige. Importante eu compreender que minhas aulas de língua portuguesa podem e devem ser mais significativas para meus alunos e a busca de significados passa pela busca de novos aprendizados, novos caminhos, pois não tem como ignorar as novas linguagens que circulam no mundo contemporâneo muito menos as necessidades de um letramento crítico que esse novo mundo pede aos alunos. 

Atividade 2: Produção da Narrativa Conclusiva da Trajetória do Curso.

Universidade Federal de Santa Catarina
Curso de Especialização em Educação na Cultura Digital
Professora: Patrícia Barbosa Pereira
Tutor: Bruno Santos Simões
Aluno: Fernando Luís Merízio
Módulo PLAC 3 FAZER E COMPREENDER O COLETIVO DA ESCOLA
Atividade 2: Produção da Narrativa Conclusiva da Trajetória do Curso
Escola Profª Isaura Gouvêa Gevaerd
Pólo: Florianópolis 


Segue o link para a narrativa produzida para essa atividade, em áudio.
Aqui: https://goo.gl/ipypJ5 


Abraços!
Fernando Merízio

Universidade Federal de Santa Catarina
Curso de Especialização em Educação na Cultura Digital
Professora: Patrícia Barbosa Pereira
Tutor: Bruno Santos Simões
Aluna: Marilusa Dalagnoli
Módulo PLAC 3 FAZER E COMPREENDER O COLETIVO DA ESCOLA
Atividade 2: Produção da Narrativa Conclusiva da Trajétória do Curso
Escola Isaura Gouvêa Gevaerd
Pólo: Florianópolis

O que me levou ao curso foi a curiosidade e a vontade de saber mais sobre tecnologias,pois muitas vezes elas estão a nossa disposição para facilitar nosso trabalho e não nos damos conta.
O trabalho em coletivo, proporcionou um divisor pois juntos traçamos objetivos que jamais imaginávamos serem possíveis dentro do nosso ambiente escolar. Assim conseguimos nos familiarizar mais com prática pedagógicas e fomos vivenciando de forma natural como é fácil fazer parte da Cultura Digital.
Encontramos dificuldades e muitas no decorrer deste trabalho, desde a falta de tempo, estrutura, e rejeição por parte de alguns da escola. Mas aos poucos a ideia foi amadurecendo e novos caminhos surgiam onde conseguimos obter sucesso e desenvolver o nosso trabalho. Lembrando que o coletivo fez toda a diferença nestes momentos, pois compartilhamos muitas opiniões, e de forma sadia .
Planejar foi fácil, mas executar em algumas situações nos deparamos com dificuldades, pois muitas vezes não conseguimos alcançar os alunos e professores como queríamos.  Mas quando o resultado era positivo a satisfação não tinha comparação. Ver o trabalho gerando resultados e mudanças.
Acredito que a cada dia vamos nos deparar mais e mais com as práticas pedagógicas que envolvam, pois elas são facilitadoras do nosso trabalho. Promovem maior interação com os alunos, professores e demais indivíduos. Penso que para cada área há um algo a mais para se buscar. Cabe a nós professores tornarmos nossa área de conhecimento mais atualizada e bem desenvolvida para que o aluno possa desfrutar de conteúdos atrativos. Usando estas ferramentas para seu crescimento, conseguimos através das tecnologias formar um aluno mais independente, que busca por seu conhecimento e não  apenas á espera do professor.Vejo isso como um grande avanço,  e motivo de sucesso nesta área.





domingo, 31 de janeiro de 2016

Atividade 2: Produção da Narrativa Conclusiva da Trajetória do Curso.

UFSC: Universidade Federal de Santa Catarina.
Curso:  Especialização na Cultura Digital.
Professora: Patrícia Barbosa Pereira
Tutor: Bruno Simões
Aluna: Alizeti Vanelli Zirke.
Escola: Escola de Ensino Fundamental Professora Isaura Gouvêa Gevaerd.
Município: Brusque/SC
Turma: Polo Grande Florianópolis.
Módulo: PLAC 3 - Fazer e Compreender o Coletivo da Escola.
Atividade 2: Produção da Narrativa Conclusiva  da Trajetória do Curso.


       O que me levou a realizar o curso? Quando iniciei a pós-graduação em “Especialização na Cultura Digital,” comecei com essa fala: “Adquirir conhecimentos virtuais foi sempre um objetivo, uma meta. Sempre tive muita curiosidade e vontade de aprender, no chamado mundo virtual esse que no qual acessamos e passamos um bom tempo quando entramos na internet. Penso que não aprendemos ainda a entender a complexidade dessa tecnologia.” Mas continuo na expectativa de que aprendemos sempre, e Cultura Digital ainda é um termo que vem sendo aprimorado por diferentes setores, é uma conexão em rede na sociedade e serve para conectar todos a tudo, o tempo todo, é uma comunicação global em tempo real e, vice-versa. Eu diria mais, é um meio de comunicação que a escola não deveria ignorar, pois é uma enorme ferramenta pedagógica para a educação. Primeiro porque é prazerosa, e as crianças tem um sentimento de autonomia, que a leva para um mundo de curiosidade, pode fortalecer a leitura,e a escrita, ao  conhecimento geral,  dos conteúdos trabalhados. 
    As vivências que tive durante o Curso. É que, mais uma vez, para realizar um trabalho coletivo e proveitoso na escola seja ela em qualquer área precisa de planejamento interdisciplinar, organização, cooperação de colegas de trabalho, flexibilidade e paradas pedagógicas, porque envolve um todo da escola, e é um trabalho enriquecedor, uns aprendem com os outros, é um ensino aprendizagem mútuo.
     Os obstáculos foram vários. A sala informatizada da escola compõe 18 computadores, mas funcionando são exatamente cinco, tivemos que fazer alguns trabalhos como o Livro-jogo no CMID do nosso município, que fica uns 13 quilômetros de distância da escola, e deslocamos nossos alunos de ônibus, mas foi muito prazeroso proporcionar essa atividade para os alunos. Foi uma aprendizagem coletiva.
     O que mais marcou  foi o uso da lousa digital, mesmo porque é uma ferramenta que os alunos não conheciam, e foi feito todo um trabalho coletivo na escola envolvendo todas as turmas. O anseio de conhecer mais essa tecnologia digital resultou em uma aprendizagem significativa, pois era algo inédito que os alunos nunca tinham visto.
    As contribuições das TDICs hoje na escola ou na sala de aula são as experiências adquiridas entre professores e alunos, a socialização o trabalho interdisciplinar que para a educação é fundamental, evidência o aprendizado do aluno, possibilita uma inovação nas formas de leitura e escrita.
   Quanto a Cultura Digital na área específica é pertinente, pois a utilização das ferramentas (TDICs) permite estimular os alunos a desenvolver habilidades intelectuais, muitos alunos apresentam mais interesse e concentração diante do computador, sendo assim, a busca por informações e pesquisas sobre um determinado assunto são mais frequentes, as novas tecnologias facilitam o ensino aprendizagem. Diante disso, compreende-se a importância das TDICs na grade curricular, porque não dá mais para pensar educação sem  tecnologia. Ainda que, os laboratórios informatizados das escolas são muito precários, deve o professor ser criativo, para criar meios de utilização dessas salas informatizadas, trabalhando no coletivo, de uma nova realidade cultural, de que, quem não se adaptar vai ficar defasado para enfrentar as questões da sua área, seja ele de qualquer área.


Narrativa Conclusiva da Trajetória da cursista Gladis

Curso de Especialização Educação na Cultura Digital
Professora: Patrícia Barbosa Pereira
Tutor: Bruno Simões
Polo Florianópolis
Escola de Ensino Fundamental Profª Isaura Gouvêa Gevaerd
Cursista: Gladis da Silva Vale dos Santos


NARRATIVA DIGITAL SOBRE O CAMINHO PERCORRIDO DURANTE O CURSO