quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016



Mídias Digitais na Escola:
Ensinar e Aprender com Podcasts
[Projeto de intervenção na escola]
2016 - I




Nós cursistas da E. E. F. Profª Isaura Gouvêa Gevaerd, desde o início desta especialização, fomos levados a refletir sobre como construir uma prática em sala de aula  que fosse capaz de levar o aluno a aprender a aprender/estudar com as tecnologias de comunicação digital permeando esses estudos, contudo tal busca exigiu de nós mais reflexões pois não estávamos de fato encontrando de maneia fácil, um meio pelo qual nós professores pudéssemos realmente transformar nossa forma de agir, nossa maneira de interagir com os alunos sem suporte tecnológico suficiente em nossa escola.
Durante o curso, fizemos o retrato da escola e refletimos sobre aspectos conceituais, ressignificando o nosso olhar sobre a sua realidade na cultura digital. Diante da realidade diagnosticada, várias atividades que envolviam uso de TDIC foram sendo aplicadas aos alunos e cada professor fazia suas reflexões sobre os resultados obtidos, mas sempre nos víamos diante de atividades focadas em uma disciplina/assunto ou turma. Com o PLAC 3, nossa preocupação se voltou para não mais uma atividade e sim em construir de fato um plano de ação que fosse capaz de sensibilizar a escola para uma nova forma de ensinar, integrando as diversas mídias aos conteúdos curriculares.  


Justificativa


Em nossa caminhada durante o curso, encontramos desafios, muitos deles superados; outros, infelizmente ainda nos impedem de avançar um pouco mais. Considerando que a escola não possui uma estrutura física com parque tecnológico adequado, pois faltam equipamentos em bom estado disponíveis para professores e alunos, além da internet ser precária, buscamos, assim como no projeto “A biblioteca escolar na cultura digital” desenvolvido anteriormente, apresentar uma alternativa que realmente fosse possível dentro dessas condições. O objetivo é, mais uma vez,  sensibilizar e conscientizar os professores de que é possível  criar propostas pedagógicas que envolvam e incentivem os alunos a interação e autoria, utilizando as mídias da cultura digital até mesmo fora da sala de aula informatizada com tecnologias de fácil acesso.
Nesse contexto, o podcast é uma recurso tecnológico e muito presente na web que pode ser usado nas duas vias educacionais: a do professor, na preparação de material de apoio para as suas aulas; e do aluno, possibilitando o seu envolvimento na produção de conteúdo. Além disso, não requer equipamentos sofisticados e o processo de gravação, edição e publicação é relativamente simples. Vale também ressaltar que estamos utilizando para o projeto o termo “podcast”, mas ele se amplia à gravação e produção de áudios para os mais diversos fins, não necessariamente sendo aplicado das maneiras mais tradicionais que se encontram na internet.
Diante das possibilidades desta tecnologia no âmbito educacional, percebemos que o podcast pode trazer grandes benefícios, fazendo com que alunos possam aprender independente do tempo e do espaço, além de publicar materiais de sua própria autoria para que seja compartilhada com os demais alunos; outro fator importante desta ferramenta é a metodologia ensino/aprendizagem motivadora  ao aluno, onde este tem o papel ativo na construção do saber, deixando de ser um mero receptor de informações para torna-se um autor/produtor de conhecimento.


Objetivo Geral:


    Oportunizar aos professores e  alunos da Escola de Ensino Fundamental Professora Isaura Gouvêa Gevaerd,  da Educação Infantil, Anos Iniciais e Anos Finais, momentos de novas experiências e possibilidades no uso das mídias digitais,  especificamente no uso do podcast, envolvendo os conteúdos curriculares que estão inseridos nas Diretrizes Curriculares e no PPP da escola como propostas de um trabalho mais rico e dinâmico que busca uma visão reflexiva da realidade vivenciada para  contribuir com a contextualização e socialização dos temas abordados.


Objetivos específicos:


  • Dialogar sobre a temática da Cultura Digital na escola, pensando o aluno enquanto ouvinte e produtor de podcast;
  • Problematizar as possibilidades de atividades que envolvam a produção de podcast  aos professores e alunos a fim de que percebam como as aulas podem ser mais dinâmicas e flexíveis com a utilização dessa tecnologia;
  • Apresentar a produção e publicação de áudio como um recurso  que possibilita  contribuir para os processos de letramento na cultura digital e criação de conteúdos em autoria digital;
  • Incentivar professores e estudantes para a autoria produzindo conteúdos em áudio e compartilhando os mesmos com a comunidade escolar.


Metodologia:


A) Momento de formação de professores para o uso do podcast como possibilidade de ensinar e aprender na escola.


Capacitação: Oficina de podcast para professores


Objetivo Geral


Apresentar aos professores o podcast como ferramenta pedagógica capaz de potencializar o  processo de ensinar e aprender e principalmente fomentar o gosto pela criação de conteúdos digitais por parte dos alunos envolvidos.


Objetivos específicos
  • Promover discussões teóricas sobre as contribuições do podcast no processo de ensino e aprendizagem:
  • Apresentar o conceito, edição e conversão  de podcast;
  • Elaborar um podcast desde a criação do roteiro até a finalização do áudio.


Conteúdo Programático
  • Apresentação do conceito de podcast
  • Demonstração e discussão sobre as possibilidades pedagógicas
  • Exemplos de podcast na Web
  • Elaboração de um  podcast  para utilização pedagógica:
    • Levantamento dos equipamentos necessários e software necessário
    • Criação do roteiro
    • Gravação e edição do áudio
    • publicação na Web.

Informações gerais:

Carga horária: 2h/30min
Modalidade: Presencial
Número de turmas: 1 turma
Número máximo de participantes: 20
Cronograma:
Data: 10/03
Período: noturno (das 18h às 20h30min)
Local: NTM ou Escola

B) Momento de aplicação com os estudantes dessas novas possibilidades.


Os professores desenvolverão projetos a partir das possibilidades apresentadas na oficina, e terão como suporte a equipe de cursistas da escola.
Será sugerido aos professores que pensem pontualmente sobre alguma atividade, ou projeto que possa ser enriquecido por meio dessas ferramentas digitais, e a partir dessas escolhas se poderão fazer as adequações às necessidades de orientação, ou a oferta de outras formações.

O resultados das atividades poderão ser compartilhados no blog da escola.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA
ESPECIALIZAÇÃO NA CULTURA DIGITAL.
E. E. F. PROFª ISAURA GOUVÊA GEVAERD
ALUNA: JACQUELINE GOMES SANTA BRIGIDA
PLAC 3: FAZER E COMPREENDER O COLETIVO DA ESCOLA
ATIVIDADE 2

Trajetória:
Ainda lembro-me da minha coordenadora indo até a minha sala de aula para avisar que o prazo d inscrição em um curso de especialização estava encerrando e precisava confirmar o meu nome. Era uma especialização diferente, feita em grupo por professores da escola.
- Confirma, então!
Nosso grupo seguiu viagem para Florianópolis para a nossa aula presencial e lá vivemos uma experiência incrível. As trocas de conhecimentos sobre tecnologias já davam pista de como seria prazeroso nosso trabalho em equipe, mas que seria um desafio trabalhar tecnologia da educação em nossa escola devido a diversas dificuldades que identificamos já no primeiro momento.
Figura 1 atividade realizada no encontro presencial.

Figura 2 Brainstorming.

O curso nos proporcionou um olhar mais atento para a nossa escola, o que foi muito valioso, pois pudemos descobri-la melhor e entender quais suas dificuldades e quais as possibilidades reais de trabalho. Descobrimos que nossos alunos já sabiam muito sobre cultura digital e até aprendemos bastante com eles.
Nosso maior obstáculo foi realizar atividades com uma internet ruim e com um laboratório de informática com poucos computadores, mas em equipe pensamos em atividades que envolvesse tecnologia off-line e também fossemos atrás de outros laboratórios, como foi o caso de uma atividade na qual os alunos foram ao laboratório de informática da prefeitura para dar continuidade a atividade sobre Livro-jogo que desenvolvemos nas aulas de língua portuguesa.
                                          Figura 3 Aula no CEMID sobre o Livro-Jogo


O compartilhamento das atividades dos colegas de outras escolas nos enriquecia a cada troca, haja vista ser a ponte entre a nossa realidade e a realidade das outras escolas, bem como o alento nas horas de profundas dúvidas pois ficávamos cientes que as dificuldades que encontrávamos não existiam somente em nossa escola, mas também já havia sido motivo de preocupação de outros grupos os quais trocavam experiências sobre quais melhores soluções.
A cada atividade, um encontro com o grupo. A cada encontro, um novo aprendizado!
Tínhamos em mente, depois de passados por inúmeras etapas, estudos, reflexões, práticas e discussões, que precisávamos não só pensar em algumas atividades para a nossa escola, mas que precisávamos ter uma escola que funcionasse também na cultura digital. Foi daí que nasceu a ideia de termos uma biblioteca escolar na cultura digital. Nossa intenção não foi a de revolucionar a nossa escola, mas partir de um espaço já existente, já frequentado, já conhecido e a partir dali todos pudessem trocar conhecimentos e participar do processo ensino-aprendizado inseridos na cultura digital.
Criamos nosso projeto e  Gladis e Fernando, dois amigos cursistas,  construíram um plano de formação afim de aprimorar nossos conhecimentos e sobre como poderíamos melhor aproveitar o espaço da biblioteca. Nossos dois colegas nos proporcionaram uma maravilhosa oficina sobre lousa digital em nossa própria biblioteca.
                                                   Figura 4 -  oficina sobre lousa digital.

                                                  Figura 5 - oficina sobre lousa digital

Após a oficina, nós passamos os últimos meses de 2015 experimentando uma biblioteca cheia de alunos interessados nas atividades ali desenvolvidas. Foi satisfatório ver as crianças descobrindo a lousa digital, escutando e interagindo com as histórias contadas com o auxílio do tablet e sendo sujeitos protagonistas na construção de conhecimentos significativos.

Nosso curso ainda não acabou, mas o que experimentamos até aqui foi suficiente para saber que precisamos ir além, que precisamos transformar nossas escolas para que elas acompanhem a realidade social que o nosso tempo exige. Importante eu compreender que minhas aulas de língua portuguesa podem e devem ser mais significativas para meus alunos e a busca de significados passa pela busca de novos aprendizados, novos caminhos, pois não tem como ignorar as novas linguagens que circulam no mundo contemporâneo muito menos as necessidades de um letramento crítico que esse novo mundo pede aos alunos. 

Atividade 2: Produção da Narrativa Conclusiva da Trajetória do Curso.

Universidade Federal de Santa Catarina
Curso de Especialização em Educação na Cultura Digital
Professora: Patrícia Barbosa Pereira
Tutor: Bruno Santos Simões
Aluno: Fernando Luís Merízio
Módulo PLAC 3 FAZER E COMPREENDER O COLETIVO DA ESCOLA
Atividade 2: Produção da Narrativa Conclusiva da Trajetória do Curso
Escola Profª Isaura Gouvêa Gevaerd
Pólo: Florianópolis 


Segue o link para a narrativa produzida para essa atividade, em áudio.
Aqui: https://goo.gl/ipypJ5 


Abraços!
Fernando Merízio

Universidade Federal de Santa Catarina
Curso de Especialização em Educação na Cultura Digital
Professora: Patrícia Barbosa Pereira
Tutor: Bruno Santos Simões
Aluna: Marilusa Dalagnoli
Módulo PLAC 3 FAZER E COMPREENDER O COLETIVO DA ESCOLA
Atividade 2: Produção da Narrativa Conclusiva da Trajétória do Curso
Escola Isaura Gouvêa Gevaerd
Pólo: Florianópolis

O que me levou ao curso foi a curiosidade e a vontade de saber mais sobre tecnologias,pois muitas vezes elas estão a nossa disposição para facilitar nosso trabalho e não nos damos conta.
O trabalho em coletivo, proporcionou um divisor pois juntos traçamos objetivos que jamais imaginávamos serem possíveis dentro do nosso ambiente escolar. Assim conseguimos nos familiarizar mais com prática pedagógicas e fomos vivenciando de forma natural como é fácil fazer parte da Cultura Digital.
Encontramos dificuldades e muitas no decorrer deste trabalho, desde a falta de tempo, estrutura, e rejeição por parte de alguns da escola. Mas aos poucos a ideia foi amadurecendo e novos caminhos surgiam onde conseguimos obter sucesso e desenvolver o nosso trabalho. Lembrando que o coletivo fez toda a diferença nestes momentos, pois compartilhamos muitas opiniões, e de forma sadia .
Planejar foi fácil, mas executar em algumas situações nos deparamos com dificuldades, pois muitas vezes não conseguimos alcançar os alunos e professores como queríamos.  Mas quando o resultado era positivo a satisfação não tinha comparação. Ver o trabalho gerando resultados e mudanças.
Acredito que a cada dia vamos nos deparar mais e mais com as práticas pedagógicas que envolvam, pois elas são facilitadoras do nosso trabalho. Promovem maior interação com os alunos, professores e demais indivíduos. Penso que para cada área há um algo a mais para se buscar. Cabe a nós professores tornarmos nossa área de conhecimento mais atualizada e bem desenvolvida para que o aluno possa desfrutar de conteúdos atrativos. Usando estas ferramentas para seu crescimento, conseguimos através das tecnologias formar um aluno mais independente, que busca por seu conhecimento e não  apenas á espera do professor.Vejo isso como um grande avanço,  e motivo de sucesso nesta área.





domingo, 31 de janeiro de 2016

Atividade 2: Produção da Narrativa Conclusiva da Trajetória do Curso.

UFSC: Universidade Federal de Santa Catarina.
Curso:  Especialização na Cultura Digital.
Professora: Patrícia Barbosa Pereira
Tutor: Bruno Simões
Aluna: Alizeti Vanelli Zirke.
Escola: Escola de Ensino Fundamental Professora Isaura Gouvêa Gevaerd.
Município: Brusque/SC
Turma: Polo Grande Florianópolis.
Módulo: PLAC 3 - Fazer e Compreender o Coletivo da Escola.
Atividade 2: Produção da Narrativa Conclusiva  da Trajetória do Curso.


       O que me levou a realizar o curso? Quando iniciei a pós-graduação em “Especialização na Cultura Digital,” comecei com essa fala: “Adquirir conhecimentos virtuais foi sempre um objetivo, uma meta. Sempre tive muita curiosidade e vontade de aprender, no chamado mundo virtual esse que no qual acessamos e passamos um bom tempo quando entramos na internet. Penso que não aprendemos ainda a entender a complexidade dessa tecnologia.” Mas continuo na expectativa de que aprendemos sempre, e Cultura Digital ainda é um termo que vem sendo aprimorado por diferentes setores, é uma conexão em rede na sociedade e serve para conectar todos a tudo, o tempo todo, é uma comunicação global em tempo real e, vice-versa. Eu diria mais, é um meio de comunicação que a escola não deveria ignorar, pois é uma enorme ferramenta pedagógica para a educação. Primeiro porque é prazerosa, e as crianças tem um sentimento de autonomia, que a leva para um mundo de curiosidade, pode fortalecer a leitura,e a escrita, ao  conhecimento geral,  dos conteúdos trabalhados. 
    As vivências que tive durante o Curso. É que, mais uma vez, para realizar um trabalho coletivo e proveitoso na escola seja ela em qualquer área precisa de planejamento interdisciplinar, organização, cooperação de colegas de trabalho, flexibilidade e paradas pedagógicas, porque envolve um todo da escola, e é um trabalho enriquecedor, uns aprendem com os outros, é um ensino aprendizagem mútuo.
     Os obstáculos foram vários. A sala informatizada da escola compõe 18 computadores, mas funcionando são exatamente cinco, tivemos que fazer alguns trabalhos como o Livro-jogo no CMID do nosso município, que fica uns 13 quilômetros de distância da escola, e deslocamos nossos alunos de ônibus, mas foi muito prazeroso proporcionar essa atividade para os alunos. Foi uma aprendizagem coletiva.
     O que mais marcou  foi o uso da lousa digital, mesmo porque é uma ferramenta que os alunos não conheciam, e foi feito todo um trabalho coletivo na escola envolvendo todas as turmas. O anseio de conhecer mais essa tecnologia digital resultou em uma aprendizagem significativa, pois era algo inédito que os alunos nunca tinham visto.
    As contribuições das TDICs hoje na escola ou na sala de aula são as experiências adquiridas entre professores e alunos, a socialização o trabalho interdisciplinar que para a educação é fundamental, evidência o aprendizado do aluno, possibilita uma inovação nas formas de leitura e escrita.
   Quanto a Cultura Digital na área específica é pertinente, pois a utilização das ferramentas (TDICs) permite estimular os alunos a desenvolver habilidades intelectuais, muitos alunos apresentam mais interesse e concentração diante do computador, sendo assim, a busca por informações e pesquisas sobre um determinado assunto são mais frequentes, as novas tecnologias facilitam o ensino aprendizagem. Diante disso, compreende-se a importância das TDICs na grade curricular, porque não dá mais para pensar educação sem  tecnologia. Ainda que, os laboratórios informatizados das escolas são muito precários, deve o professor ser criativo, para criar meios de utilização dessas salas informatizadas, trabalhando no coletivo, de uma nova realidade cultural, de que, quem não se adaptar vai ficar defasado para enfrentar as questões da sua área, seja ele de qualquer área.


Narrativa Conclusiva da Trajetória da cursista Gladis

Curso de Especialização Educação na Cultura Digital
Professora: Patrícia Barbosa Pereira
Tutor: Bruno Simões
Polo Florianópolis
Escola de Ensino Fundamental Profª Isaura Gouvêa Gevaerd
Cursista: Gladis da Silva Vale dos Santos


NARRATIVA DIGITAL SOBRE O CAMINHO PERCORRIDO DURANTE O CURSO


domingo, 29 de novembro de 2015

Plac 3 - Organzar, Realizar e Avaliar

Universidade Federal de Santa Catarina

Especialização em Educação na Cultura Digital

E.E.F. Isaura Gouvêa Gevaerd

Cursistas: Fernando Luís Merízio

Gladis da Silva Vale dos Santos
Alizeti Vanelli Zirke
Jacqueline Gomes Santa Brigida
Marilusa Dalagnoli





Ação 1 - O que será Realizado?

Fernando Luís Merízio
Gladis da Silva Vale dos Santos

No decorrer do curso aprendemos novos conceitos que oportunizaram boas reflexões sobre a Cultura Digital e a Educação. Vimos que aprender na cultura digital é ir além de usar a internet para pesquisas, utilizar vídeos e imagens para demonstração;  é experimentar uma aprendizagem não linear através de vários tipos de linguagem que se apresentam; é ter acesso a esta infinidade de informações e saber selecionar e analisar criticamente; é  estudar em grupo, colaborar, debater e produzir conteúdo; é aprender/ensinar em rede.
Iniciamos as nossas discussões para a elaboração do plano de formação considerando  a realidade da escola diante dessas reflexões. Fizemos um levantamento da atual situação por meio de observação e realização de pesquisa para qual utilizamos questionário com os professores e entrevista com membro da equipe gestora.
Algumas questões foram surgindo: o que é possível propor com as tecnologias que temos disponíveis na escola? De que forma os professores poderão participar dos momentos de formação?
Esse foi o nosso ponto de partida para elaborar o plano de formação dos professores.
Consideramos a atual situação das tecnologias digitais na escola, com poucos equipamentos disponíveis, internet de baixa conexão e muitas vezes falha, práticas e abordagens pedagógicas isoladas envolvendo as TDIC, a impossibilidade de promover a formação em horário de trabalho dos professores.
Preparamos, então, uma proposta de uma formação semipresencial  intitulada “Cultura Digital na Escola - Reflexões e Práticas”  destinada a professores e gestores escolares que se questionam e refletem sobre uma prática educacional mediada pelas tecnologias educacionais diante do cenário atual da Cultura Digital, com a qual a escola precisa avançar em seus diálogos.
Infelizmente as condições não foram favoráveis para a continuidade desse plano de formação pois não obtivemos aprovação junto a coordenação.
Diante dessa situação surgiu uma nova oportunidade. A leitura e discussão de um artigo sobre a biblioteca como espaço maker proporcionou ao grupo de cursistas da E.E.F. Profª Isaura Gouvêa Geveard um diálogo sobre como seria possível pensar a biblioteca numa perspetiva da cultura digital.
Consideramos a possibilidade de fazer da biblioteca uma experiência de divulgação de propostas pedagógicas em uma cultura digital na escola pois é um espaço comum a todos os alunos e professores,  que terão a oportunidade de vivenciar experiências com o uso das tecnologias digitais e compartilhar com toda as turmas.

Dessa forma, mostraremos que as mídias podem e devem ser utilizadas não somente na sala informatizada. Ela pode desempenhar um papel de conscientização das possibilidades de interação e principalmente de autoria, diante de propostas pedagógicas inovadoras que incentivem os letramentos digitais requeridos para os espaços dentro da cultura digital e principalmente a autoria dos alunos dentro de um espaço em que normalmente a autoria é de terceiros


AÇÃO 1 - O QUE SERÁ REALIZADO?


Alizeti Vanelli Zirke

          Com o Curso de Especialização na Cultura Digital, pensou-se em fazer várias atividades com as multimídias. Na E.E.F. Profª Isaura Gouvêa Geveard iniciou um diálogo sobre como seria possível pensar a biblioteca numa perspectiva da cultura digital. A partir dessas reflexões e propostas de intervenção que emergem do Curso de Especialização em Educação na Cultura Digital, do retrato da escola, e da sensibilização promovida por meio da leitura e discussão de um artigo sobre a biblioteca como espaço maker.
A biblioteca escolar ainda é um espaço que frequentemente abriga as mídias tradicionais de ensino e aprendizagem, deixando sob a responsabilidade das salas informatizadas todas as demais atividades envolvendo as tecnologias e suas mídias. Sem julgamento de valor sobre as ações pertinentes de cada espaço, queremos propor pensar e discutir se não é possível caber nas estantes dos livros da biblioteca escolar, outras mídias. Será possível, inserir novas mídias de interação no espaço da biblioteca escolar? Num espaço aonde a autoria bibliográfica geralmente vem de terceiros, e distantes da escola, será possível pensar em autoria de professores e estudantes? São essas algumas questões que esse projeto de intervenção pretende investigar, e se possível, propor um diálogo para repensar o espaço da biblioteca e da sala informatizada, e assim, pensar nos letramentos digitais requeridos para espaços dentro da cultura digital. Como a biblioteca não é informatizada, começamos pela lousa digital, por ser uma ferramenta desconhecida, pelos professores e pelos alunos e que poderá ser trabalhada de forma continuada, através de jogos e outras atividades.

Quando se pensou em informatizar a biblioteca, pensamos também em envolver vários professores, não diria todos mais uma boa parte, mas isso não foi possível por ter a lousa digital pouco tempo em nossa escola, pois o SEME só nos emprestou por 30 dias.





Jacqueline


Mariluza



Ação 2: planejar como será realizado.

Fernando Luís Merízio
Gladis da Silva Vale dos Santos


O plano de formação elaborado pela equipe dos cursistas participantes da especialização está organizado no que intitulamos de dois momentos. Considerando a participação dos cursistas em diferentes núcleos específicos e criamos uma estratégia que oportunize cada um de nós, de modo que juntos possamos fazer intervenções na escola dentro de sua área mas que, de alguma maneira, tivéssemos a participação do maior número de turmas e que essas práticas pedagógicas pudessem ser compartilhadas com outros professores.
São esses os momentos:
Momento de formação de professores para as mídias digitais na perspectiva de novas atividades para a biblioteca escolar.
Essa primeira parte está sendo elaborada  e aplicada pelos cursistas do NE Formação de professores. O objetivo é sugerir e analisar projetos que promovam a autoria, a interatividade,  por meio de narrativas digitais As atividades que compreendem essa primeira fase são de análise das possibilidades de projetos que possam ser transformados em narrativas digitais e/ou que possam apresentar novas formas de interatividade e mediação entre os temas estudados e os estudantes. Essa fase também prevê a formação de professores para a autoria em mídias digitais e está voltada para a professora da biblioteca e para os demais professores que tenham interesse em desenvolver essas atividades.
Para esse momento, dividimos as atividades em três tópicos:
Tópico I - Capacitação Lousa Digital
Esse tópico tem como objetivo oportunizar a familiarização com a lousa digital através da apresentação de conceito, funcionamento e a operação adequada afim de promover sua utilização como instrumento tecnológico interativo, considerando possibilidades de elaboração de atividades pedagógicas que integrem estes recursos tecnológicos e crie situações que facilitem o processo de ensino e aprendizagem.
Tópico II - Narrativas Digitais Interativas
Apresentar e discutir propostas pedagógicas que, a exemplo do “Livro Jogo”, aplicado em momentos anteriores, possibilitem aos alunos construirem as suas próprias narrativas, recorrendo as mídias digitais.
Tópico III - Palestra “Cultura Digital na Escola”
Apresentar aos professores conceitos e abrangências que envolvem a cultura digital, considerando a possibilidade de conectividade que elas proporcionam e a compreensão da convergências das mídias através do uso das tecnologias; discutir as possibilidades que  que a escola pode proporcionar de modo a promover uma aprendizagem colaborativa, em que o aluno possa desenvolver com criatividade e autonomia seu aprendizado.
Momento de aplicação com os estudantes, por parte dos professores participantes da formação, dessas novas possibilidades.
Esse segundo momento ocorre com  a aplicação direta com alunos em  propostas pedagógicas que envolvem as professoras participantes dos outros núcleos específicos.






AÇÃO 2: PLANEJAR COMO SERÁ REALIZADO


Alizeti Vanelli Zirke
O projeto “A biblioteca escolar na cultura digital: Novos espaços para novos letramentos, narrativas digitais, interações e autoria” está dividido em dois momentos!               
A)Primeiro momento  aprender a manusear a lousa digital; curso com Gladis e Fernando
 B) Segundo momento aplicação com os estudantes dessas novas possibilidades.

As atividades serão desenvolvidas pelas professoras: Alizeti, Jacqueline e Marilusa.

Oportunizar a familiarização com a lousa digital através da apresentação de conceito, funcionamento e a operação adequada a fim de promover sua utilização como instrumento tecnológico interativo, considerando possibilidades de elaboração de atividades pedagógicas que integrem estes recursos tecnológicos e crie situações que facilitem o processo de ensino e aprendizagem. Será também para que os alunos conheçam essa ferramenta e analisem as possibilidades de projetos que possam ser transformados em narrativas digitais e/ou que possam apresentar novas formas de interatividade e mediação entre os temas estudados e os estudantes. Incentivar possibilidades didático-pedagógicas efetuada com a lousa digital!

       Informações gerais do projeto:
         Carga horária: 45 min semanal por turma
          Período: de 01/11/2015 a 30/11/2015
Modalidade: Presencial
Número de turmas: 23 turma
Número máximo de participantes: 435 alunos
Modalidades: Educação Infantil/Ensino Fundamental I/ Ensino Fundamental II
Turmas: Ed. Infantil- I/II, Ed. Infantil III A/B, Pré A/B, 1º A/B; 2° A/B; 3° A/B; 4°; 5° A/B, 6° A/B, 7º A/B, 8° A/B, 9° A/B.

Jacqueline



Mariluza



Ação 3:  avaliar o que foi conhecido.

Fernando Luís Merízio
Gladis da Silva Vale dos Santos

Até esse momento, aplicamos em nosso NE - Formação de Professores o primeiro tópico, referente a lousa digital e contamos com a participação da equipe de professoras do curso de  especialização e da bibliotecária.
Consideramos como principal enfoque no nosso plano de formação o desenvolvimento de competências dos professores para o uso consciente, crítico e reflexivo das ferramentas tecnológicas no processo de construção do conhecimento.
No entanto, ao apresentarmos a lousa digital como uma opção de interface tecnológica facilitadora no processo de ensinar e aprender, além de relacionarmos com a lousa comum, tão presente em nossa sala de aula, apresentando o potencial da lousa digital em relação ao recurso do quadro já incorporado em nossa prática pedagógica, percebemos a necessidade de  iniciar a instrumentalização para que os professores se sintam seguros no manuseio dessa ferramenta.
Nessa oficina, demonstramos os componentes básicos da lousa, identificando e operando as interfaces gráficas e os principais dispositivos de entrada e saída e demonstramos os procedimentos preventivos com instruções de segurança para a instalação e o manuseio da lousa digital.
Foi um momento de apropriação da tecnologia por parte dos professores, em que o medo de usar foi logo substituído pelo entusiasmo e, a cada momento, surgiram novas ideias de uso para as atividades com seus alunos.
Apresentamos também algumas possibilidades e discutimos principalmente as abordagens pedagógicas baseadas na autoria dos alunos em que a lousa desempenhará um papel de grande importância.





AÇÃO 3:  AVALIAR O QUE FOI CONHECIDO.


  Alizeti Vanelli Zirke

 Foi oportunizado aos alunos de diversas idades em torno de um tema comum, favorecendo a troca de ideias entre si fortalecendo a argumentação e a criticidade, percebendo que é uma ideia nova e que poderá ser implantada na biblioteca como efetiva, para que diversos professores possam usufruir mais uma ferramenta pedagógica! Estimulando a participação dos alunos nos eventos e atividades promovidas pela biblioteca escolar e projetos a serem desenvolvidos pelos professores!

















Jacqueline



Mariluza


Apresentação Oficina - Lousa Digital






“Ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua própria produção ou a sua construção.”
Paulo Freire