segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA
ESPECIALIZAÇÃO NA CULTURA DIGITAL.
E. E. F. PROFª ISAURA GOUVÊA GEVAERD
ALUNA: JACQUELINE GOMES SANTA BRIGIDA
PLAC 3: FAZER E COMPREENDER O COLETIVO DA ESCOLA
ATIVIDADE 2

Trajetória:
Ainda lembro-me da minha coordenadora indo até a minha sala de aula para avisar que o prazo d inscrição em um curso de especialização estava encerrando e precisava confirmar o meu nome. Era uma especialização diferente, feita em grupo por professores da escola.
- Confirma, então!
Nosso grupo seguiu viagem para Florianópolis para a nossa aula presencial e lá vivemos uma experiência incrível. As trocas de conhecimentos sobre tecnologias já davam pista de como seria prazeroso nosso trabalho em equipe, mas que seria um desafio trabalhar tecnologia da educação em nossa escola devido a diversas dificuldades que identificamos já no primeiro momento.
Figura 1 atividade realizada no encontro presencial.

Figura 2 Brainstorming.

O curso nos proporcionou um olhar mais atento para a nossa escola, o que foi muito valioso, pois pudemos descobri-la melhor e entender quais suas dificuldades e quais as possibilidades reais de trabalho. Descobrimos que nossos alunos já sabiam muito sobre cultura digital e até aprendemos bastante com eles.
Nosso maior obstáculo foi realizar atividades com uma internet ruim e com um laboratório de informática com poucos computadores, mas em equipe pensamos em atividades que envolvesse tecnologia off-line e também fossemos atrás de outros laboratórios, como foi o caso de uma atividade na qual os alunos foram ao laboratório de informática da prefeitura para dar continuidade a atividade sobre Livro-jogo que desenvolvemos nas aulas de língua portuguesa.
                                          Figura 3 Aula no CEMID sobre o Livro-Jogo


O compartilhamento das atividades dos colegas de outras escolas nos enriquecia a cada troca, haja vista ser a ponte entre a nossa realidade e a realidade das outras escolas, bem como o alento nas horas de profundas dúvidas pois ficávamos cientes que as dificuldades que encontrávamos não existiam somente em nossa escola, mas também já havia sido motivo de preocupação de outros grupos os quais trocavam experiências sobre quais melhores soluções.
A cada atividade, um encontro com o grupo. A cada encontro, um novo aprendizado!
Tínhamos em mente, depois de passados por inúmeras etapas, estudos, reflexões, práticas e discussões, que precisávamos não só pensar em algumas atividades para a nossa escola, mas que precisávamos ter uma escola que funcionasse também na cultura digital. Foi daí que nasceu a ideia de termos uma biblioteca escolar na cultura digital. Nossa intenção não foi a de revolucionar a nossa escola, mas partir de um espaço já existente, já frequentado, já conhecido e a partir dali todos pudessem trocar conhecimentos e participar do processo ensino-aprendizado inseridos na cultura digital.
Criamos nosso projeto e  Gladis e Fernando, dois amigos cursistas,  construíram um plano de formação afim de aprimorar nossos conhecimentos e sobre como poderíamos melhor aproveitar o espaço da biblioteca. Nossos dois colegas nos proporcionaram uma maravilhosa oficina sobre lousa digital em nossa própria biblioteca.
                                                   Figura 4 -  oficina sobre lousa digital.

                                                  Figura 5 - oficina sobre lousa digital

Após a oficina, nós passamos os últimos meses de 2015 experimentando uma biblioteca cheia de alunos interessados nas atividades ali desenvolvidas. Foi satisfatório ver as crianças descobrindo a lousa digital, escutando e interagindo com as histórias contadas com o auxílio do tablet e sendo sujeitos protagonistas na construção de conhecimentos significativos.

Nosso curso ainda não acabou, mas o que experimentamos até aqui foi suficiente para saber que precisamos ir além, que precisamos transformar nossas escolas para que elas acompanhem a realidade social que o nosso tempo exige. Importante eu compreender que minhas aulas de língua portuguesa podem e devem ser mais significativas para meus alunos e a busca de significados passa pela busca de novos aprendizados, novos caminhos, pois não tem como ignorar as novas linguagens que circulam no mundo contemporâneo muito menos as necessidades de um letramento crítico que esse novo mundo pede aos alunos. 

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